ESTRELA DAS ÁGUAS BLOG DE LITERATURA INFANTIL

sexta-feira, 1 de julho de 2016

minha carta de alforria



Trinta de junho de 2016.

Thiago de Mello:

Puxa, queria tanto te contar que pela primeira vez concordei que escrevi algo que preste! Ufa!!! Foi muito bom.
Queria te dizer meu querido amor que também tenho uma bagagem interior como Adelia ou como vocês, seus poetas estúpidos.
Queria te dizer que lendo os meus arquivos acredito que tenha pão suficiente para abrirmos uma padaria.
Queria te dizer que lendo os meus poemas acredito que tenha pão suficiente para nos alimentar sem falta do que é necessário para a vida.
Naquele dias òrrível que esteve aqui em Barra Mansa eu não dei nada do que era pra ser teu, tudo era do outro, do ATEU.
E por isso mesmo, eu suplico: chega de nove horas, porque a tua precedência em mim e em todas as minhas coisas está salvagardada comigo e com todos que nos amam, dentro do teu meu coração.
Por mais que seja difícil para mim aceitar que também posso, te digo: “Quero ser uma poeta e escritora famosa”, não para o duelo de Titãs, que podemos fazer isso mesmo sem condições.
Preciso para me ombrear a vocês. Será que eles me aceitariam na ABL? Mas não quero que nem um deles morra pra isso, nem o Ferreira Gullar: inventa uma cadeira pra mim. Ninguém merece, nem eu, seria um disparate, mas comer bolinhos e bater papo é o que eu mais sei fazer
Adoraria esse convívio santo e são, amo-lhos e os mereço tanto quanto amo você: como poeta e homem, ontem, hoje e sempre.
Você me ensinou que a eternidade não é uma prisão chata porque nós temos tanta coisa pra fazer e estamos juntos para fazê-las. Te amo.
(tenho medo de amadurecer,
                                                               tua, nivea.
Barra Mansa, 30/06/2016. Por ocasião do teu desaniversário.

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