ESTRELA DAS ÁGUAS BLOG DE LITERATURA INFANTIL

segunda-feira, 25 de julho de 2016

COMO UM DIA DE DOMINGO



COMO UM DIA DE DOMINGO
Para o prof. Alexandre Batista
Nívea Moraes Marques

NO centro do centro da minha cidade, digo: Burra Mansa: digo: Barra Mansa: Digo uma aprazível localidadad: digo: Sul do Vale: digo: ao sul do sul do Vale do vale, digo sul do vale do vale do Paraíba. Econtra-se fincada como gado leiteiro a minha querida e saudosa Barra mansa; querida porque quando esqueço o nome dela, saco logo desse largo sobrenome de quem nunca se esquece aos mais mais queridoss: querida , que é sobrenome que é a senha do seu sucesso: Burra MANSA. Durmo tranquila enquanto não passam seus ônibus fraudulentos, digo, seus Ônibus barulhentos. Mas voltando ao que nos interessa naquela manhã em que te perdi... não ainda não, naquela manha de domingo, no centro do centro estava o centro: MEU AVÔ MATERNO – JOÃO DO JOÃO, MEU Avô Joãozinho.
Joãozinho bordado a ais e uis, uma carequinha que lembrava um pouco o palhacinho o Carequinha embora seu humor fosse requintadíssimo, à inglês algum botar o seu mal defeito, mal defeito foi o que botaram nele.... botarem ele num paletó de ferro à sete palmos do inferno, aos santos joelhos de Paulo: FACE TO FACE A JiSUS PETER SAULO.

QUEM SERIA JOÃO? O MAIS NOVO DOS APÓSTOLOS?! Mas ele era o nosso ancião... era aquele que queria que eu me chamasse marcela para ficar tudo ÊME no meu nome marcela Moraes marques de Mello, como ele advinha meus caminhos , meu avô mais munito e virtuoso dos virtuose, ele comprova capim pra mim... capim sim!... capim limão, comprava bifi comprava jiló comprava berinjela e comprava de muito tampava na fartura bíblica nosso moyséis que não nos viu entrar de beca na terra prometida, mas ele mesmo sempre providenciando, providenciou, como elegante advogada um caso pra lá de minhas capacidades, em que eu pudesse vergar meu estilo a Deus, e com Ele advogar para essa rainha da inteligência: Nice, sua princesa Consorte e ganhássemos a causa do Norte e então ao invés de prover festa de casamento e enxoval eu pudesse ter ido ter tido ter ido ter conTigo e contigo quem sabe enfim eu pudesse um balé naquela terra de conflitos... terra boa da peste: a terra Prometida aonde e Onde um Certo Galileu... Mas não... isso foi muito bom! Mais isso ficou já no passado eu quero sempre o que está adelante e o adelante já é a terra em que eu posso pisar a terra fofa da UFF ou a terra fflorFoffufi do teu coração. Mais acontece que eu não disse pra vocês que meu AlvO de antes estava com agente naquele domingo brincando no parque no centro do centro da minha cidadem ([Parque dos parques: “Parque das Preguiças”]), e noutros tantos depois morto com câncer no pâncreas num quarto cheio de pessoal da família mas longe dos netos que tanto o amavam e que ele os amavam tanto...!. Foi uma morte ingl´loria... que tanto o encheu de glória. Meu avÔ Joãozinho é um dos meus. Graças a Deus! no meu rol da fama para sempre ficou aquele carinha de menino maroto um sorriso travesso as sacolinhas de mercado o seu perfume (“toque de amor do Avon”) uma calça enterrada na cintura um sem bunda um short um radinho de pilha e mais ainda os framengui tudo~! Meu avÔ meu herói de Barra Mansa , peça importada caríssimamente de Paraty, mas isso é uma outra história, a história que menos importa agora porque a história que se conta agora é a história de um tal de AMADEU THIAGo de Mello importado  de uma terra rica e cara demais para mim que está pra se acabar em fumaça e açúcar se agente não parar a fuzarca de queimar e cuspir como têm feito na história do Brasil os extratores, os seringueiros e os que desmatam e queimam por puro prazerr (e dinheiro)... puro prazer é o mesmíssimo o que ele (Thiago) faz com os pelinhos do meu coraçação, ele extrai, ele extirpa ele queima e depois diz: não tenho nada com isso, há 25 anos essa louca é que me corre atrás sem nem ao menos saber os proquês e os ais!

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