ESTRELA DAS ÁGUAS BLOG DE LITERATURA INFANTIL

domingo, 31 de julho de 2016

LOUVAÇÃO



Louvação
Para a bela pintura de Paulo Valério: “O Gado e o Dia”
Nívea Moraes Marques

Louva-Te o gado leiteiro da minha terra

Louva-Te ainda o gado que nada produz na minha terra

Que caminha às cegas todo negro malhado
Algum branco que nele insinua guerrilhas brandas

Um gado baldio, que nem em teu quadro não há

Em teu quadro é o gado e o dia

E as árvores de Bulhões de Amparo do caminho de minha Terra para Resende
Não é uma paisagem qualquer: é eternamente a minha Barra Mansa
Que não some, que não muda
Porque ninguém tem interesse
Porque não interessa a ninguém
Estas paisagens.
Somente a mim
Que dei de achar
Tão bela cidade num recanto
Entre rios: Rio de Janeiro e São Paulo
Que graça pode haver nisso? Ente Rios?
Recuada com a Matriz de São Sebastião no alto
Da praça
Lacerada pelo Paraíba desvirtuado do Sul
Despencada de prédios históricos como a antiga Câmara
E melhormente falando a maçonaria encravada ao lado esquerdo da
Matriz
Insinuando por todo o centro o necessitadíssimo de modernização
Mas interessantíssimo mercado de perdidos e achados o Barra Mansa´s open mall um supermarket a céu aberto onde se podem fazer maravilhosas compras a preços superconvidativos, as liquidações são enlouquecedoras, eu amo o comércio de Barra Mansa,
(um verdadeiro museu de eternas novidades)
 ainda mais com suas famílias tradicionais de comerciantes egípcios húngaros e mouros.
Quem se importaria em andar sem ficar segurando a própria bolsa durante o dia, ou deixar a frente de seu estabelecimento em rua recuada do centro, sem quase ninguém pra tomar conta...
Quão insuportavelmente feliz se pode ser em Barra Mansa
Quando se tem uma razão pra viver
Uma só razão pra viver
E essa razão pra viver
É o amor
E por esse amor se tem uma enorme esperança
De ser feliz
De ser feliz
De todo o jeito!

terça-feira, 26 de julho de 2016

TOUT COURT UMA PELÍCULA DE NÍVEA MORAES MARQUES



UMA PELÍCULA DE NÍVEA MORAES MARQUES

                                                                          Jur tu jur
Tout court

                          Genevive escreve uma carta bomba para seu velho e ingrato amigo juiz pedindo-lhe um último favor à maribunda amiga: “case-se comigo, ou mande aquele bicho dos infernos vir responder uma desidita nas barrras deste teu mequetrefe tribunal de homens e gentes, eu posso ser o promotor e (co-autor no seu juízo.

Ele secamente: Nâo (tenho ciúmes demais de você para o ridículo da questão.

Genenivne não dormiria mais desde então.. desde e então seus sonos seriam sobressaltados como se aquele bicho soprasse sua fotografia e seus lábios a fizesse extremessser a léguas e léguas, um brinquedo caro demais movido a sentimentos (coisa que a tecnologia ainda sonda a venda de patente e bicho continua a estudar propostas.

Mais um dia e só canções!: hoje é a solidão, bele de Jur, tu vens taxi lunar na voz de Alceu

Quando e por quê voltariam a se ver?

Bicho, Genevive, em que paraíso, em que dimensão imantados e sob que músicas, nus, sob notas musicais, sob o sol, protegidos pela força...

Como seriam seus diálogos, falariam feito passarinhos bobos, piando, ou como aves mais raras, mais raras, mais improváveis? Como seriam os seus diálogos, (por favor de não mais partir...) porque já não há mais emendas na fita de nenhuma película para aguentar flashbacks nem flashgoings! Basta!

Tendo-se encontrado pela milhonésima última vez, como? Onde? Seria o próximo encontro?
Genevive aceita tomar os últimos três remédios de sua vida, numa última tentativa de tratamento e os chama tirando de dentro uma última força changoiana: “zécadiabo, bemamado e amorzinho”, encara os três comprimidos prescritos por Thales de Mileto seu “psiquiatra” e meio cambatiando vai escrevendo a metro: meu bemditomeubemamadomeu bicho venha ter comigo, não, antes vou entregar, não, antes vou pedir umas férias remuneradas no serviço, depois vou pra Minas ter com um músico testar novo nascimento na nova rua aurora rasgar roupa pra tentar meio de vida afinando coração no lodo orquídea assim novamente margaridas na boca no recheio oco da abóbora digo hoje vou rasgar de aurora todo o peito e depois costurar o meu defeito com a linha invisível com que também costurastes o teu coração porque conjugar o verbo amor é amar. E se depara com o sorriso de uma linda Mulher...

Bicho quase se comoveu mas não, começa a andar e a rastejar na latitude Norte, norte ele tem demais. Precisa deixar-se embalar pela voz, pela cantiga de new xerezade Genevive. Precisa inventar coisas que confundam demais a rota de xerezade Genevive pois ela conhece demais o caminho para o coração desse pobre bicho coiso e ele não quer! Mas quereria sim... de todo jeito!

Jeito é o que ela mais sabe procurar!

Seguindo pra Minas ela faz uma pausa no Rio de Janeiro e se encontra com Tina Zulpério Casé e La lhe abre o sorriso os braços sua Casé, digo casa e formam uma linda dupla de amigas e é o raio de sol mais lindo e esse é so o começo do sol e elas encenam peça, publicam livro  e bicho fica hipinotizado, biço vai virando bicinho e biço vai se chegando chegadinho (ainda sem saber falar) eles apenas dançam entrem as árvores do PE de coisa, no quintal da Casé no esquenta do esquenta e ensaiam danças e onde mais sob os holofotes chamando todos os mal olhados dos mundos sobre eles e não pega, não pega não porque eles (santo Estevão e Regina, a rainha< os abraçam e os beijam e os protegem de todo o mal)

Nesse filme tem mais cenas do que falas

As falas finais seriam:

Viu meu bicim eu não disse que eu conseguiria (te juro amor eterno!)
Água morro abaixo fogo morro acima quando uma mulher quer ela quer mesmo e consegue! Vc me conquistou desde o começo e agora o destino adjudicou! (te juro amor eterno!)
Tout court
MÚSICA NOSSO SONHO CLAUDINHO E BUCHECHA (e todas as músicas lindas de claudinho e Bochecha)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

COMO UM DIA DE DOMINGO



COMO UM DIA DE DOMINGO
Para o prof. Alexandre Batista
Nívea Moraes Marques

NO centro do centro da minha cidade, digo: Burra Mansa: digo: Barra Mansa: Digo uma aprazível localidadad: digo: Sul do Vale: digo: ao sul do sul do Vale do vale, digo sul do vale do vale do Paraíba. Econtra-se fincada como gado leiteiro a minha querida e saudosa Barra mansa; querida porque quando esqueço o nome dela, saco logo desse largo sobrenome de quem nunca se esquece aos mais mais queridoss: querida , que é sobrenome que é a senha do seu sucesso: Burra MANSA. Durmo tranquila enquanto não passam seus ônibus fraudulentos, digo, seus Ônibus barulhentos. Mas voltando ao que nos interessa naquela manhã em que te perdi... não ainda não, naquela manha de domingo, no centro do centro estava o centro: MEU AVÔ MATERNO – JOÃO DO JOÃO, MEU Avô Joãozinho.
Joãozinho bordado a ais e uis, uma carequinha que lembrava um pouco o palhacinho o Carequinha embora seu humor fosse requintadíssimo, à inglês algum botar o seu mal defeito, mal defeito foi o que botaram nele.... botarem ele num paletó de ferro à sete palmos do inferno, aos santos joelhos de Paulo: FACE TO FACE A JiSUS PETER SAULO.

QUEM SERIA JOÃO? O MAIS NOVO DOS APÓSTOLOS?! Mas ele era o nosso ancião... era aquele que queria que eu me chamasse marcela para ficar tudo ÊME no meu nome marcela Moraes marques de Mello, como ele advinha meus caminhos , meu avô mais munito e virtuoso dos virtuose, ele comprova capim pra mim... capim sim!... capim limão, comprava bifi comprava jiló comprava berinjela e comprava de muito tampava na fartura bíblica nosso moyséis que não nos viu entrar de beca na terra prometida, mas ele mesmo sempre providenciando, providenciou, como elegante advogada um caso pra lá de minhas capacidades, em que eu pudesse vergar meu estilo a Deus, e com Ele advogar para essa rainha da inteligência: Nice, sua princesa Consorte e ganhássemos a causa do Norte e então ao invés de prover festa de casamento e enxoval eu pudesse ter ido ter tido ter ido ter conTigo e contigo quem sabe enfim eu pudesse um balé naquela terra de conflitos... terra boa da peste: a terra Prometida aonde e Onde um Certo Galileu... Mas não... isso foi muito bom! Mais isso ficou já no passado eu quero sempre o que está adelante e o adelante já é a terra em que eu posso pisar a terra fofa da UFF ou a terra fflorFoffufi do teu coração. Mais acontece que eu não disse pra vocês que meu AlvO de antes estava com agente naquele domingo brincando no parque no centro do centro da minha cidadem ([Parque dos parques: “Parque das Preguiças”]), e noutros tantos depois morto com câncer no pâncreas num quarto cheio de pessoal da família mas longe dos netos que tanto o amavam e que ele os amavam tanto...!. Foi uma morte ingl´loria... que tanto o encheu de glória. Meu avÔ Joãozinho é um dos meus. Graças a Deus! no meu rol da fama para sempre ficou aquele carinha de menino maroto um sorriso travesso as sacolinhas de mercado o seu perfume (“toque de amor do Avon”) uma calça enterrada na cintura um sem bunda um short um radinho de pilha e mais ainda os framengui tudo~! Meu avÔ meu herói de Barra Mansa , peça importada caríssimamente de Paraty, mas isso é uma outra história, a história que menos importa agora porque a história que se conta agora é a história de um tal de AMADEU THIAGo de Mello importado  de uma terra rica e cara demais para mim que está pra se acabar em fumaça e açúcar se agente não parar a fuzarca de queimar e cuspir como têm feito na história do Brasil os extratores, os seringueiros e os que desmatam e queimam por puro prazerr (e dinheiro)... puro prazer é o mesmíssimo o que ele (Thiago) faz com os pelinhos do meu coraçação, ele extrai, ele extirpa ele queima e depois diz: não tenho nada com isso, há 25 anos essa louca é que me corre atrás sem nem ao menos saber os proquês e os ais!

domingo, 17 de julho de 2016

Fair Play



Fair play
Nívea Moraes Marques

Para os pés, as mãos, os quadris, as unhas, as canelas ou qualquer outro detalhe perfeito do corpo dos atletas que se revezarão nas quadras de poliesportes ou nas águas dos mares e lagoas e piscinas desse meu Rio de Janeiro, não é sorte que eu lhes desejo. É amor.
Amor dentro dessa cidade que não é só mágica, é um pedaço de território que está à parte no território mundial, quem nunca tenha ali colocado seus pés, atlanticamente falando, pode encontrar ali o seu grande amor. Como eu encontrei.

E dele se desfazer, como se desfaz de qualquer coisa que incomoda, como incomoda feito duas esmeraldas que já não valem nada mais do que valem a moeda ouro, a moeda prata a moeda bronze.

Mas vocês também podem se encontrar com a poesia dentro das rochas do pão, pão feito de açúcar e sal, mar de piscina e peixes minúsculos que não chegam a biliscar a realidade de seus músculos de heróis de aço.
Cheguem ao rio pelo aeroporto Antonio Carlos Jobim e cantem o Samba do Avião e já se tornarão  honorários moradores, o Rio espera vcs de braços abertos, ô cidade acolhedora, e seus cariocas debochados de corações escarlates.

Tenho muitas saudades dos amigos que lá deixei Orlandino, Cícero, Juliana, e tantos outros que se partiram e me partindo junto me fizeram mais carioca sem o seu belíssimo sotaque carioquêis.

(mais mas tenho o luxo de ter uma peça dos teus aqui comigo, para uma visita se quiser te aguardo com toda a hospitalidade, hospitalidade que pode receber anjos: Renata Fonseca guardada no meu pano de guardar confete Procuradora do Município de Barra Mansa...)
Então, de volta ao Rio temos a Princesinha Copacabana, o Leblon dos shops e dos ais, a Tijuca das feirinhas de artesanatos suas igrejas e pe´s  sujos, o centro da cidade com seus sebos e achados a Faculdade Nacional do Direito, O REAL GABINETE PORTUGUES, A ABL,  o Largo do São Francisco, a confeitaria Colombo da saraiva e (novamente na princesinha a do Forte de Copa) tenho amigos e parentes espalhados por botafogo, flamengo, glória, santa Tereza, bairro de Fátima dos quais não tenho o endereço mais se gritarem Nívea tio, Nívea irmã, Nívea melhores amigos eles certamente sairão de onde estiverem para ouvirem suas histórias e oferecerem um ombro de irmão.
O Rio de Janeiro ainda tem Niterói, um caso à parte no caso à parte: o brinco do brincoda princesinha.
Esporte e desporto são coisas caras demais para mim, mais poesia e esporte e desporto são coisas inenarráveis, ainda que eu os toque pela TV de soslaio, assim como meu amigo talvez não sei Armando o fará, será?, teremos boas manchetes e matérias e contos e notícias e aquelas coisas que emocionam e que o Pedro Bial costumava chamar: crônica esportiva, nos tempos em que ganhar dinheiro com esporte era o que menos importava aos jornalistas. (como eu).

domingo, 3 de julho de 2016

PARA AS MULHERES QUE FORAM VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA



Para as mulheres que foram vítimas de violência doméstica
Nívea Moraes Marques

O pânico de uma folha em branco.
Mas nada está em branco, as marcas já estão por todos os lados.
E se a folha está em branco é porque ainda não a enfeitamos com margens desenhadas, adesivos, flores e decalques, e então depois vem as palavras.
Só alguém muito burro pra achar que do nada nada se faz.
O nada fundante sempre existiu.
E essa pergunta incessante e antes e antes e antes.
Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?
A minha vontade de dizer que foi meu querido professor Joaquim Falcão quem me ensinou a verdade jurídica delirante (a pior dependência é a dependência econômica) para esclarecer a verdade fundante:
Foi a galinha quando da criação.
Porque ela foi a criatura que pôde criar o ovo.
E quem foi a criatura que pôde criar a galinha: foi Deus.
Então somente uma pausa de esclarecimento: Deus nos permitiu a galinha, somos seus co-criadores através da palavra. Isso é pra falar baixo como música de câmara senão os vizinhos acordam com o barulho da violência impura.
Como uma sinfonia de bethoven ou de Bach ou de Villa Lobos é tão bom poder escrever essas coisas, a menina que tinha mania de explicação: às vezes, contudo, é para quê e não por quê.
Por que Deus me concedeu isso?
Porque Ele já sabia que eu poderia carregar em minhas mãos em concha, a hóstia que ele mesmo inventou para nossa restauração.
Só que Deus a inventou para a utilidade e a desonra desse medo, fogo amigo, vem de eras anteriores da ancestralidade do mal originador, dentro do homem o lobo do lobo do lobo do próprio homem, quando Adão de Eva provou a maçã que colhida da árvore proibida foi o sinal do pecado no mundo.
As marcas que deveriam estar por todos os lados eram batons cor de rosa, filtro solar, terras de se construírem lares e então me perguntas quem te deu essa herança essa desgraça: foi o mesmo coração que agora me implora: saia daí, Vida. Saia daí viva.
Pois se acrescentamos leis contra nossa própria escravidão é porque sabemos que o homem mata o homem pelo coração, que tem razões que a própria razão desconfia, mas não se fia, fuja como da ambição, fuja como do medo, fuja em direção ao céu interior que Maria te confiou, fuja para o bem da saúde, fuja a par da integridade de toda a criação que te magnificou: magnificat,
Mulher que nunca esperou esse desfecho, mas de certa forma o consentiu por amor: não consinta mais nada, não aceite mais nenhum argumento, se somos fracas façamos por onde fugir, fugir, pois a fuga é a razão mais forte de te conservares o útero, o ovário, os pulmões, a capacidade de gritares socorro!.
Chora, grita, resmunga, corta o cabelo, engorda, emagrece, fuja, fuja, pois à distância ainda restarás como um fiapo velho a matéria certa para que de Deus venha o abraço pacificador, santificador e se possível for um carinho que é tua transcendente voz do amor, nunca desistir de si, de sua prole e de seu sonho. Sonhos são os impossíveis tornados voz do amor.
Fuja ainda que haja gozo entre vocês, pois é proibido a nós certa permissão: permissiva. A vida não sabe fazer concessões.
Fuja que da franqueza se fará uma vida, a tua vida, nova, novamente com outra espécie de gente.
Você será essa outra espécie e quem sabe deixará Deus uma semente: o filho novo que um companheiro mais santo e delicado possa trançar em teus cabelos: a pureza que vem da felicidade...
À força bruta confiemos a misericórdia de Deus, pois somente Ele consegue tirar um mal de um bem e nos revelar em forma de poesia todo o milagre de uma manhã que recorrentemente se dá a mim e a você quando a gente luta e sonha com ela.
“Sonhei que estavas dormindo
Num campo de margaridas
Sonhando que me chamavas,
Que me chamavas baixinho
Para me deitar contigo
Num campo de margaridas.”
Thiago de Mello
Amém Senhor. Obrigada. Eu confio em Ti e me deixa agir segundo esse entendimento, de corpo e alma.