ESTRELA DAS ÁGUAS BLOG DE LITERATURA INFANTIL

domingo, 18 de dezembro de 2016

TAPEI MEUS OUVIDOS, VENDEI MEUS OLHOS E MESMO ASSIM NASCEU JESUS!



Tapei meus ouvidos
Vendei meus olhos
Meu mundo interior faliu
E o que é o meu mundo interior
Diante desse longínquo mas verdadeiro milagre?
Que nasce cresce morre e renasce
Mesmo diante de meus olhos vendados e de meus ouvidos
tapados?
Se fosse uma flor
Seria apenas uma flor
Mas é Jesus
Mas é um menino
Mas é um homem e toda a nossa sã humanidade
Mas é um Deus
É o meu Deus
É o Deus de Israel
É o Deus humilde e humilhado
É aquele que se fez e que se faz uno em três pessoas
Para me abraçar e me lembrar que eu serei para sempre
O seu sonho que se fez carne que habitou aqui na concha de tuas mãos
Para amar certo ou errado, mas para amar como nunca antes se amou
Porque meu coração é único inconfundível e eterno.
Nívea Moraes Marques

domingo, 27 de novembro de 2016

UMA LÁGRIMA PARA FIDEL

Fidel morreu sexta-feira e hoje sábado eu fiquei sabendo de sua morte. Não pude chorar como se deve a sua morte, amigo, constrangida na presença de amigas que certamente não te amam como eu te amava.

Fidel representava para mim um sonho adolescente de revolução e elas em volta de mim eram a própria adolescência de regresso, me impedindo de me lembrar do que tinha de mais caro em mim na minha adolescência: a luta por um mundo mais digno não só para mim ou para os meus, mas para todos e todas.

Como eu sonhei com o dia em que levada pelas mãos do Thiago estaríamos, Fidel e eu, amigos, poetas, revolucionários, frente a frente, com lágrimas nos olhos, acreditando que mais essa luta vencemos a de encontrar tamanha humanidade em seres humanamente tão delicados quanto nós somos.

Fidel eu precisava dizer que te amo tanto!

Que carrego no meu sobrenome virtual a semente de nossas origens revolucionárias, justas ou não, queridas ou não, mas originárias, marx.com.br.

Nunca pude ouvir todo um monólogo teu, mas apenas o teu uniforme a tua barba o teu olhar infinito e o teu feito de libertar cuba de Fulgêncio e entregá-la a teu povo com o sabor do pão que é a dignidade conquistada por não ter o menor de teus irmãos dormindo ao relento de barriga vazia e dente podre.

Fidel, meu comandante, algum dia teremos a graça de dizermos os nossos nomes como irmãos e olharmo-nos no profundo dos nossos olhos e nos permitimos uma lágrima?

O meu sonho se derrete eu quase odeio a palavra poeta, eu quase arrebento a palavra sonho, mas eu ainda respeito muito a palavra dignidade. E que por causa dela certamente Deus já perdoou teus possíveis inúmeros pecados, porque és homem e homem voltarás a ser na casa daquEle que tem muitas moradas e uma te espera porque bem aventurado aquele que conferiu dignidade pois alcançará também um lugar digno.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

ASSIM EU SOU BRASILEIRA PARA RAFA SILVA E TODAS AS ATLETAS BRASILEIRAS

ASSIM EU SOU BRASILEIRA
Nívea Moraes Marques

 O que tenho ouvido é que essas olimpíadas do Rio são das mulheres e porque seriam docemente das mulheres que em disciplina bordaram a liberdade do vencer do superar os seus próprios medos e o de se permitir o deleite do número um. Vindas de realidades tão escassas e carentes, carentes de condições e quando as condições minimamente são feitas, somos feitas: mulheres feitas!
E como suportar a liberdade de sermos mulheres feitas de nos jogarmos inteiras dentro do tatame confiantes de que o bote certeiro somos capazes de dar na insegurança mesma de nos sabermos mulheres feitas.
E com que alegria depois de toda a lida nos jogarmos mulheres feitas na plateia de amigos, mulheres feitas, misericordiar entre os amigos dividindo o que somos: mulheres feitas clamando por mais e mais: afeto!
Quantos chutes certeiros Marta e suas companheiras são capazes quietas disciplinadas guerreiras, mulheres feitas, o que se passa no coração dessas mulheres feitas até o feito e o que seria o feito diante de todo o carinho dessa luta?
O carinho das mulheres feitas...
Nós caminhamos num vale de lágrimas, mas nós somos mulheres feitas, atravessando esse vale lutando, e temos um querido Pai nos motivando um pai que se traduz num país, de técnicos, de torcedores, de familiares, te motivando te motivando te ajudando te cobrindo também de carinho, para que de carinho esse coração de mulheres feitas vá além, vá além se superando dentro daquilo que era esperado porque disciplinado malhado e suado e treinado aqueles dois segundos ou menos do que vai além e te concede seres o número um ou o número vigésimo segundo, mas completar a tua jornada, combater o bom combate e receber a coroa de louros enfim e ser enfim uma mulher feita, toda feita de carinho!
“Vem! Vem! Vem!
Vem matar essa paixão que me devora o coração

e só assim então...
Serei feliz
Bem feliz....!”
Assim eu sou
BRASILEIRA!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

UMA DELICADA FORMA DE CALOR



9-Uma delicada forma de calor
Nívea Moraes Marques

Parece que quando ela vem, uma jovem de 16 anos, ela fuma todos os meus dias num único cigarro de bali. E deixa aquele cheiro adocicado bom e um rastro de cinzas. Apenas um cigarro que fumei com gosto, que arruína um tanto da minha vida.

Recolho uns blues, recolho piedosa rescaldo de sonhos, mas subitamente recolho-me a mim, pois seria insuportavelmente ruim saber que alguém me amou tanto a ponto de me deixar ir embora ilesa, sem suas marcas, sem as marcas de tuas mãos de teu sexo bom ou ruim...

Por mais que calcules tudo, por mais que tenhas o dobro mais dez, por mais que tenhas visto teu amigo morrer e não tenhas ido junto a procurar salvá-lo sem saber... por mais que não sejas um garoto impulsivo como eu...

É difícil pra mim admitir que não sou eu que vivo dentro de ti, que não és tu que vive dentro de mim... quem seria então? Abrir um espaço vão pra Deus, senão de Deus é tudo, é TUDO TEU, DEUS!?

Mas fica uma delicada forma de calor, nada que meu futuro amor não possa suportar, teus pés, tuas mãos ou de Maria do Céu tão impressos em mim que me assusta ás vezes vê-los, a nossa família é também a do coração e mais que uma ascendência literária, tua ascendência em mim é a do coração. Sem explicação, és o que és, e ninguém precisa aceitar e eu também não preciso ficar dizendo isso a toda as horas, é natural em mim, é uma delicada forma de calor.

Quando dizem e eu sei que adoeço é feito ópera, Bocelli ou Germana e Maria Clara fazendo maquiagem em mim para estrelar em palcos inimagináveis, como eu faço sucesso pela terceira dimensão do mundo. Essa doença é mesmo muito rara e em tudo dou graças. Graças a Deus!

Delicada forma de calor. Breve forma de Calor. Essa forma de calor. Quem poderá conviver com tal forma de calor? Como equacionar essa forma de calor?

Nossas vidas se tocando somente mesmo num mundo ideal, nunca no mundo real, o mundo não é mais para nós. O mundo é de terceiros (porque você fez assim). Eu já me apaixonei por outros rapazes mais dignos de mim, mais dignos de histórias mais frutíferas, capazes de gerar frutos, folhas, árvores de romãs e seus reis magos. Capazes de me levar a viver com coragem e amor, cotidiana coragem e amor o sonho das bodas de Caná, das bodas de prata ouro e diamante, eu sei... disso eu vou viver! E hei sim! Eu vou viver! com você não, com você não, com você é esse breve hálito, essa quimera, como se fosse um invento de febre terçã, que de tempos em tempos me assombra feito um grande amor: essa delicada forma de calor.

domingo, 31 de julho de 2016

LOUVAÇÃO



Louvação
Para a bela pintura de Paulo Valério: “O Gado e o Dia”
Nívea Moraes Marques

Louva-Te o gado leiteiro da minha terra

Louva-Te ainda o gado que nada produz na minha terra

Que caminha às cegas todo negro malhado
Algum branco que nele insinua guerrilhas brandas

Um gado baldio, que nem em teu quadro não há

Em teu quadro é o gado e o dia

E as árvores de Bulhões de Amparo do caminho de minha Terra para Resende
Não é uma paisagem qualquer: é eternamente a minha Barra Mansa
Que não some, que não muda
Porque ninguém tem interesse
Porque não interessa a ninguém
Estas paisagens.
Somente a mim
Que dei de achar
Tão bela cidade num recanto
Entre rios: Rio de Janeiro e São Paulo
Que graça pode haver nisso? Ente Rios?
Recuada com a Matriz de São Sebastião no alto
Da praça
Lacerada pelo Paraíba desvirtuado do Sul
Despencada de prédios históricos como a antiga Câmara
E melhormente falando a maçonaria encravada ao lado esquerdo da
Matriz
Insinuando por todo o centro o necessitadíssimo de modernização
Mas interessantíssimo mercado de perdidos e achados o Barra Mansa´s open mall um supermarket a céu aberto onde se podem fazer maravilhosas compras a preços superconvidativos, as liquidações são enlouquecedoras, eu amo o comércio de Barra Mansa,
(um verdadeiro museu de eternas novidades)
 ainda mais com suas famílias tradicionais de comerciantes egípcios húngaros e mouros.
Quem se importaria em andar sem ficar segurando a própria bolsa durante o dia, ou deixar a frente de seu estabelecimento em rua recuada do centro, sem quase ninguém pra tomar conta...
Quão insuportavelmente feliz se pode ser em Barra Mansa
Quando se tem uma razão pra viver
Uma só razão pra viver
E essa razão pra viver
É o amor
E por esse amor se tem uma enorme esperança
De ser feliz
De ser feliz
De todo o jeito!

terça-feira, 26 de julho de 2016

TOUT COURT UMA PELÍCULA DE NÍVEA MORAES MARQUES



UMA PELÍCULA DE NÍVEA MORAES MARQUES

                                                                          Jur tu jur
Tout court

                          Genevive escreve uma carta bomba para seu velho e ingrato amigo juiz pedindo-lhe um último favor à maribunda amiga: “case-se comigo, ou mande aquele bicho dos infernos vir responder uma desidita nas barrras deste teu mequetrefe tribunal de homens e gentes, eu posso ser o promotor e (co-autor no seu juízo.

Ele secamente: Nâo (tenho ciúmes demais de você para o ridículo da questão.

Genenivne não dormiria mais desde então.. desde e então seus sonos seriam sobressaltados como se aquele bicho soprasse sua fotografia e seus lábios a fizesse extremessser a léguas e léguas, um brinquedo caro demais movido a sentimentos (coisa que a tecnologia ainda sonda a venda de patente e bicho continua a estudar propostas.

Mais um dia e só canções!: hoje é a solidão, bele de Jur, tu vens taxi lunar na voz de Alceu

Quando e por quê voltariam a se ver?

Bicho, Genevive, em que paraíso, em que dimensão imantados e sob que músicas, nus, sob notas musicais, sob o sol, protegidos pela força...

Como seriam seus diálogos, falariam feito passarinhos bobos, piando, ou como aves mais raras, mais raras, mais improváveis? Como seriam os seus diálogos, (por favor de não mais partir...) porque já não há mais emendas na fita de nenhuma película para aguentar flashbacks nem flashgoings! Basta!

Tendo-se encontrado pela milhonésima última vez, como? Onde? Seria o próximo encontro?
Genevive aceita tomar os últimos três remédios de sua vida, numa última tentativa de tratamento e os chama tirando de dentro uma última força changoiana: “zécadiabo, bemamado e amorzinho”, encara os três comprimidos prescritos por Thales de Mileto seu “psiquiatra” e meio cambatiando vai escrevendo a metro: meu bemditomeubemamadomeu bicho venha ter comigo, não, antes vou entregar, não, antes vou pedir umas férias remuneradas no serviço, depois vou pra Minas ter com um músico testar novo nascimento na nova rua aurora rasgar roupa pra tentar meio de vida afinando coração no lodo orquídea assim novamente margaridas na boca no recheio oco da abóbora digo hoje vou rasgar de aurora todo o peito e depois costurar o meu defeito com a linha invisível com que também costurastes o teu coração porque conjugar o verbo amor é amar. E se depara com o sorriso de uma linda Mulher...

Bicho quase se comoveu mas não, começa a andar e a rastejar na latitude Norte, norte ele tem demais. Precisa deixar-se embalar pela voz, pela cantiga de new xerezade Genevive. Precisa inventar coisas que confundam demais a rota de xerezade Genevive pois ela conhece demais o caminho para o coração desse pobre bicho coiso e ele não quer! Mas quereria sim... de todo jeito!

Jeito é o que ela mais sabe procurar!

Seguindo pra Minas ela faz uma pausa no Rio de Janeiro e se encontra com Tina Zulpério Casé e La lhe abre o sorriso os braços sua Casé, digo casa e formam uma linda dupla de amigas e é o raio de sol mais lindo e esse é so o começo do sol e elas encenam peça, publicam livro  e bicho fica hipinotizado, biço vai virando bicinho e biço vai se chegando chegadinho (ainda sem saber falar) eles apenas dançam entrem as árvores do PE de coisa, no quintal da Casé no esquenta do esquenta e ensaiam danças e onde mais sob os holofotes chamando todos os mal olhados dos mundos sobre eles e não pega, não pega não porque eles (santo Estevão e Regina, a rainha< os abraçam e os beijam e os protegem de todo o mal)

Nesse filme tem mais cenas do que falas

As falas finais seriam:

Viu meu bicim eu não disse que eu conseguiria (te juro amor eterno!)
Água morro abaixo fogo morro acima quando uma mulher quer ela quer mesmo e consegue! Vc me conquistou desde o começo e agora o destino adjudicou! (te juro amor eterno!)
Tout court
MÚSICA NOSSO SONHO CLAUDINHO E BUCHECHA (e todas as músicas lindas de claudinho e Bochecha)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

COMO UM DIA DE DOMINGO



COMO UM DIA DE DOMINGO
Para o prof. Alexandre Batista
Nívea Moraes Marques

NO centro do centro da minha cidade, digo: Burra Mansa: digo: Barra Mansa: Digo uma aprazível localidadad: digo: Sul do Vale: digo: ao sul do sul do Vale do vale, digo sul do vale do vale do Paraíba. Econtra-se fincada como gado leiteiro a minha querida e saudosa Barra mansa; querida porque quando esqueço o nome dela, saco logo desse largo sobrenome de quem nunca se esquece aos mais mais queridoss: querida , que é sobrenome que é a senha do seu sucesso: Burra MANSA. Durmo tranquila enquanto não passam seus ônibus fraudulentos, digo, seus Ônibus barulhentos. Mas voltando ao que nos interessa naquela manhã em que te perdi... não ainda não, naquela manha de domingo, no centro do centro estava o centro: MEU AVÔ MATERNO – JOÃO DO JOÃO, MEU Avô Joãozinho.
Joãozinho bordado a ais e uis, uma carequinha que lembrava um pouco o palhacinho o Carequinha embora seu humor fosse requintadíssimo, à inglês algum botar o seu mal defeito, mal defeito foi o que botaram nele.... botarem ele num paletó de ferro à sete palmos do inferno, aos santos joelhos de Paulo: FACE TO FACE A JiSUS PETER SAULO.

QUEM SERIA JOÃO? O MAIS NOVO DOS APÓSTOLOS?! Mas ele era o nosso ancião... era aquele que queria que eu me chamasse marcela para ficar tudo ÊME no meu nome marcela Moraes marques de Mello, como ele advinha meus caminhos , meu avô mais munito e virtuoso dos virtuose, ele comprova capim pra mim... capim sim!... capim limão, comprava bifi comprava jiló comprava berinjela e comprava de muito tampava na fartura bíblica nosso moyséis que não nos viu entrar de beca na terra prometida, mas ele mesmo sempre providenciando, providenciou, como elegante advogada um caso pra lá de minhas capacidades, em que eu pudesse vergar meu estilo a Deus, e com Ele advogar para essa rainha da inteligência: Nice, sua princesa Consorte e ganhássemos a causa do Norte e então ao invés de prover festa de casamento e enxoval eu pudesse ter ido ter tido ter ido ter conTigo e contigo quem sabe enfim eu pudesse um balé naquela terra de conflitos... terra boa da peste: a terra Prometida aonde e Onde um Certo Galileu... Mas não... isso foi muito bom! Mais isso ficou já no passado eu quero sempre o que está adelante e o adelante já é a terra em que eu posso pisar a terra fofa da UFF ou a terra fflorFoffufi do teu coração. Mais acontece que eu não disse pra vocês que meu AlvO de antes estava com agente naquele domingo brincando no parque no centro do centro da minha cidadem ([Parque dos parques: “Parque das Preguiças”]), e noutros tantos depois morto com câncer no pâncreas num quarto cheio de pessoal da família mas longe dos netos que tanto o amavam e que ele os amavam tanto...!. Foi uma morte ingl´loria... que tanto o encheu de glória. Meu avÔ Joãozinho é um dos meus. Graças a Deus! no meu rol da fama para sempre ficou aquele carinha de menino maroto um sorriso travesso as sacolinhas de mercado o seu perfume (“toque de amor do Avon”) uma calça enterrada na cintura um sem bunda um short um radinho de pilha e mais ainda os framengui tudo~! Meu avÔ meu herói de Barra Mansa , peça importada caríssimamente de Paraty, mas isso é uma outra história, a história que menos importa agora porque a história que se conta agora é a história de um tal de AMADEU THIAGo de Mello importado  de uma terra rica e cara demais para mim que está pra se acabar em fumaça e açúcar se agente não parar a fuzarca de queimar e cuspir como têm feito na história do Brasil os extratores, os seringueiros e os que desmatam e queimam por puro prazerr (e dinheiro)... puro prazer é o mesmíssimo o que ele (Thiago) faz com os pelinhos do meu coraçação, ele extrai, ele extirpa ele queima e depois diz: não tenho nada com isso, há 25 anos essa louca é que me corre atrás sem nem ao menos saber os proquês e os ais!