ESTRELA DAS ÁGUAS BLOG DE LITERATURA INFANTIL

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

NATAL



A alegria borda em meu coração
uns peizinhos de menino
que me ensinam que o caminho
é caminhar
Dentro de mim a sua morada,
o feno fofinho aonde recostar
seu sagrado corpinho
meu Jesus a alegria tem o Teu nome
a esperança é o Teu abraço
e o amor a Tua Pa-lavra.
(lavoura de céu)

NIVEA...
 

domingo, 24 de novembro de 2013

POSSE DOS CONSELHEIROS DE CULTURA DE BARRA MANSA

A posse dos Conselheiros eleitos e nomeados para o Conselho de Cultura será segunda-feira 25 de novembro de 2013 às 16:00h no Gabinete do Excelentíssimo Prefeito Municipal de Barra Mansa.


Os eleitos para compor o conselho foram: para Literatura, Nivea Moraes Marques (titular) e Alíria de Brito Duque (suplente); para Dança, Cristiane de Andrade Ribeiro (titular) e Juliana Carminda (suplente); para Artes Visuais, Paulo Valério Ferreira Alves (titular) e Débora Chaves de Barros (suplente); para Música, Vantuil de Souza Junior (titular) e Daniele Aparecida Amaral Cardoso (suplente); para Animador Cultural e Professor de Artes, Marcos Marques (titular) e Danilo Nardelli (suplente); para Entidade de Classe e Movimento Social, Romero Bruno (titular) e Odailtom Teixeira (suplente); para o Teatro, Rafael Crooz (titular) e Patrick Thouin (suplente); para Cultura Popular e Urbana Donizete Amorim (titular) e Rômulo Thomaz (suplente); e para Entidade Cultural, Marcelo Soares (titular) e Marcelo Branco Cruz (suplente).

 

Os nomeados para compor o conselho foram: pela Fundação de Cultura de Barra Mansa, Cláudio Eduardo Chiesse de Castro (titular) e Maria das Graças Rocha Dias (suplente); pela Secretaria Municipal de Educação, Anamaria Glória Linhares (titular) e Alex Quintas Teixeira (suplente); pela Secretaria Municipal da Juventude, Esporte e Lazer, Christiano Alves Vieira (titular) e Diego de Sales Barbosa (suplente); pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Maria José Cezar (titular) e Carlos Roberto Santos (suplente); pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adaucto Siqueira de Lima Neves (titular) e Luís Eduardo Nunes da Rocha (suplente); pela Secretaria Municipal de Saúde, Flávio Augusto Nunes (titular) e Rodolfo Fernandez Ramos (suplente); pela Secretaria Municipal de Planejamento e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ronaldo Alcedo Reis Alves (titular) e Paulo Roberto Moraes Brás (suplente); pela Secretaria Municipal de Ordem Pública, Ebison Dietrich de São Cristóvão (titular) e Marcelândia dos Santos Silva (suplente) e pela Câmara de Vereadores, Elias Silva de Andrade (titular) e Carlos Roberto de Carvalho (suplente).

sábado, 26 de outubro de 2013

QUANDO NÃO ESTARÃO MAIS SÓS



Quando não estarão mais sós
Nívea Moraes Marques

“Naquela noite fui só minha”
Vera Marins

Quando observo meus pés
eles caminham sós
e a rota que eles traçam
é luta
é chão
Percorro o rastilho de pele
como se meu corpo só pertencesse
a mim
E Deus a habitá-lo em todas as horas
as do descanso
as da labuta
Essa terra que percorro
É terra boa
É terra santa
O vento vem e briga com os meus segredos
E leva e já não existe mais nenhum
Meu coração em postas costura por dentro
a esperança
 de comer em compotas a vitória desse encontro: pé ante pé
Como agora, como nunca, como quando não estarão mais sós
(embora a cada dia conhecerão mais e mais a solidão que me constrói)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

EM CADA BATISMO SAGRADO



Calcados nas mãos do senhor
Nívea Moraes Marques

É tão bonito o encontro de um homem e uma mulher que se unem sonhando viver o amor para ser família.
Sem adentrar na seara dos preconceitos e dos julgamentos, apenas é esse o modelo de família que eu quero viver.
Mais que um modelo é um projeto de vida, uma alegria em realizar uma vocação.
É tão difícil... Eu sei que ainda não posso viver essa graça, falta pouco, bem pouco para a sentença da nulidade de meu casamento ser confirmada em segunda instância. Eu creio que isso se dará e desde já agradeço.
Contudo ainda que não possa viver essa realidade, eu sonho com ela, eu desde muito cedo sonho com ela e talvez por isso tenha sido camicase no casamento que pra Deus não existiu como sacramento.
É claro que me alegro com uma segunda chance, embora me preocupe muito mais em viver realmente um amor companheiro, fiel, alegre, harmonioso, eterno.
A pessoa certa pra mim também sofre por não ter me encontrado ainda, assim como eu sofro as demoras de Deus.
Mais uma vez eu afirmo que acredito que ele existe e que está caminhando em minha direção e eu estou a sua espera.
Eu tenho braços de abraçar e um coração ansioso por abrigar todas as pessoas que ele me trouxer, inclusive nossos filhos, que eu também acredito que virão.
A minha espera não me impede de admirar os que já se encontraram e torcer pela sua felicidade, são como uma pedrinha no meu terço de poeta que incansavelmente canta o amor.
Às vezes a espera é tão difícil e acredito que de longe avisto um oásis, eis que meus pés tropeçam e pisam num braseiro, não choro muito a queimadura, choro porque meus pés, frágeis já, terão que se preparar para mais caminhar a fim de encontrar a cidade prometida, a nossa cidade.
Quero registrar todas as promessas ao meu querido, quero que ele saiba que sonho com os jardins de nossa casa, que em nossas tardes recitaremos versos e meninos, quero renovar os votos de ter uma casa sem telhado, um observatório constante das estrelas, quero dizer que meus olhos mouros estão esperando ser pintados para o dia dos nossos perpétuos votos, quero dizer ainda que todos os amores que tive, sonhados ou realizados foram me ensinando que só havia ele em cada palavra, em cada queda, em cada quimera, em cada derrota que passou e tudo é tão importante e tudo foi tão importante, porque só haverá ele em cada olhar de ternura, em cada batismo sagrado, em cada pintura íntima a atravessar todos os mares calcados nas mãos do Senhor.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ONDE SEGREGAS TANTO SENTIMENTO



“Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.”
Adélia Prado

Eu sei que ainda há jornada a percorrer. E para isso preciso de meus pés. Preciso dos teus.

Cada vez que te ouço, feito quebra-cabeça arrumo uma peça nessa jornada. Que não volta atrás na fidelidade ao Senhor.

Tua presença é necessidade e alegria. E quando prevista me enche de coragem. E quando imprevista me causa uma avalanche. Em que nunca sei a correta adequação.  O menos é mais e o menos é muito é tão grande.  Que não dou conta do que sou do que és do que somos . E poderemos ser.

Onde segregar tanto sentimento? Talvez nos meus olhos baixos, talvez em tua convicção do céu, talvez nos escassos olhares em que nos vemos em verdade, talvez em nada, talvez.
Que eu sempre te olhe através dos olhos de Jesus.
Que você sempre me olhe através dos olhos de Jesus.
E gozemos a paz de tudo de lindo que nos é dado: a fraternidade e a palavra.

Nívea...

sábado, 7 de setembro de 2013

DE VELUDO COMO O JAMBO



Restauração
Nívea Moraes Marques

“(...) a polpa desse coração de veludo que é o jambo;”
Milton Hatoum

Já não preciso ser bela mais para o público. Gente demais que observa e opina, mede, tece, impede, propõe...

Eu já não preciso ser bela mais... Não como uma prima-dona das óperas que invento. Sou simples como camponesa, mãos grossas de cultivar palavras, avental sujo de lágrimas e terra e os cabelos encrespados pelo vento, ora nos olhos, ora na testa, cabelos ao vento.
Dentro dos teus olhos, me olhas como sou e como serei em nossa casa, sentados à mesa da cozinha numa noite de inverno.

Dentro dos teus olhos os meus olhos se entendem de um profundo castanho (igualzinho aos teus), desvelados e abertos para tudo que é belo e há de ser o nosso Deus.
Ele permite que ninguém mais seja perfeito, nem eu, nem você...
Eu era bela e pequena. Eu era bela e desperdiçada, eu estava perdida, errante sobre os campos do nada.

Hoje meus pés caminham sobre meu corpo grande e delicado, nuvem doce para abraços de acolhimento e de ternura, vigiando o que se pode fazer para ser alguém que ama, que recebe a alegria do encontro em mínimos gestos como os acenos, como os apertos de mão, como quem vê uma pequena semente dentro do irmão, a que pode regar, a que observa crescer e a que pode tocar e admirar o milagre que faz, o milagre que tece, o milagre da paz.

Eu já não preciso ser bela mais como uma orquídea cultivada, meu coração é de veludo. De veludo como jambo. E ele é seu.

sábado, 17 de agosto de 2013

CORAÇÃO DE POETA



Oração de poeta
Nívea Moraes Marques

Um alto mar que corrói a gente pelos pés, pelas mãos, aos poucos uns bocados dos cabelos, quebrando-se espuma e sal dentro dos olhos, numa profusão de lágrimas que vão digerindo meu coração feito fosse compota de goiaba.

Às vezes o que demora tem mais poder de não ser do que aquilo que realmente virá a ser.

E mesmo assim o vir a ser é um sol com pouquíssimas nuvens, é um andar descalço sobre a areia gentilmente morna, é usar branco, é usar cores, é abrir o peito para a vida, é socorrer a esperança e trançá-la pegada aos cabelos com fitas multicoloridas.

De repente as minhas orações podem tão pouco diante do sol do céu, mas eu acredito que elas façam parte da refração que pedem as cores, como que num circo são suas estrelinhas em cambalhotas incessantes.

Eu pretendo pedir até ser abençoada e então tudo em mim será ciranda de pés incansáveis de rumo consciente ao Pai (contra toda inconsciência dos meus tropeços).