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sexta-feira, 18 de maio de 2012

ESPERANÇA



Esperança
Nívea Moraes Marques

Me sinto presa como que arrastada por feitores loucos, numa caravana escrava por terras novas e antigas. A pele ralada a grosserias.
E sou apenas uma criança.
Minha esperança não reside nas bocas que escancaram e gargalham, apenas num sorriso humano que possa sorrir em mim também.
Mais que dividir, a quem entregar toda a sede de alegria e paz.
Não quero que meu Deus seja o único que me veja, quero me jogar às multidões e abraçar o um.
Dizer “eu te amo homem”, como Adélia.
E recriar e viver a esperança de um mundo que eu não sei como é, de um mundo que eu nunca vi, mas que está tão perto, tão perto, que com minhas mãos não posso tocar.

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