ESTRELA DAS ÁGUAS BLOG DE LITERATURA INFANTIL

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

CHOVE CHUVA



Meu feriado foi com chuva.

E a chuva foi minando meu coração (não meu ânimo).

Circulei por muitos lugares no Rio, tomei chuva, encontrei amigas maravilhosas, ouvi Ney terça na praia (sob chuva), tentei dançar forró no domingo à noite (sob chuva), comemos doces em Ipanema (sob chuva).

Mas o curioso foi a convivência (sob chuva) com tantas mulheres de idades variadas e com a mesma preocupação: os rapazes (umas com uma presença excessiva, outras com uma ausência enervante), mas os rapazes ainda são um grande assunto pros cabelos escovados das moças.

Os rapazes representam sexo (elas me diziam entender fundamental esse ponto), mas o que mais me impressiona nos rapazes (claro que não ignorando todos os detalhes que lhes são peculiares) é o outro lado da moeda.

O que pensam os rapazes de mais tão simples do que nós, que a apenas um comando seu, nos tornamos dóceis, nos dedicamos ao lar, queremos ter filhos e desistimos de tudo (ou quase tudo), por apenas um beijo todas as manhãs.

Há alguma coisa neles (fora os detalhes imprescindíveis...) que diz com mais eficácia que qualquer discurso que nos dizemos, amigas de vida toda. Ele diz com mais eficácia, não importa se seja profissionalmente talhado para isso.

Mas, mais do que detalhes imprescindíveis, as experiências masculinas tocam a pele de uma mulher e a fascinam, queremos caminhar por onde não pudemos ou poderíamos, seguras pela mão dele.

Queremos beber esse não sei que mais forte, mais preciso, mais seguro e mais másculo de que não temos em nós, por mais que sejamos, fortes, precisas, seguras e às vezes até másculas... Não importa, esse não sei que não temos (e não se trata só dos detalhes imprescindíveis), trata-se da imortal e inconfundível diferença que nos faz homens e mulheres.

E às vezes uma conversa de uma hora, talvez nem isso, nos faça ter a certeza de que os meninos sabem infinitas vezes mais aonde uma menina deve ir (de preferência ir com eles) embora isso eles não digam (e em sua “intuitiva” forma de ver e pensar o mundo) seja o que as meninas entendem de sua forte, precisa, segura e máscula palavra.

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