ESTRELA DAS ÁGUAS BLOG DE LITERATURA INFANTIL

sábado, 3 de abril de 2010

Janauacá
Nivea Moraes Marques

Para o meu querido amigo Aníbal Beça


Guardo tua voz num saquinho de risadas
(para sempre me esquecer...)

Poeta que me ensinou a cor da mata
com palavras tão bonitas e inaugurais
na minha boca-nauta

Sei que não reinventaste a pólvora
mas à roda pregaste mais uma porca
e a fez, pra mim, mais firme

Quase não consigo chorar, porque meu rio ultimamente
corre para um leito mudo

Quase não consegui publicar uns restos tão
apodrecidos dos nossos ridículos segredos

Mas o que me importa dizer
é que eu preciso me vingar de tua morte
assim
tão calada.

Eu preciso me vingar a punhaladas e goles fortes
de uma bebida que poucos podem
a língua numa gota
à prova, não desintegrar:

A pureza dos que se colocam na presença de Deus e com
Ele, em versos, conversam ritmos em flauta doce.

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