ESTRELA DAS ÁGUAS BLOG DE LITERATURA INFANTIL

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

UM TRAVESSEIRO DO SEU CORAÇÃO

Menininho
(Nivea Moraes Marques)

Naquela noite estava bem azul marinho o céu, iluminado por pequenininhas estrelas prateadas. Nas nuvens os anjos tocavam seus instrumentos de sopro e de corda, vigiavam junto com bois e ovelhas a chegada de um Rei-menino.

Para a sua chegada, não eram as festas preparadas. Mas desde antes já estava escrito que esse reizinho ia nascer. Vinha alguém para ver, fora seus pais, os pastorzinhos, os boizinhos e as ovelhas, vinham três reis amigos. E para trazer seus três convidados à cena do seu nascimento, fez-se uma estrela maior no céu, cravadas quatorze pontas, guiava os três reis magos, que eram reis também, mas não da mesma fidalguia do menino.

Eles viajavam em cima de seus camelos e trajavam mantos bonitos de cores escuras, vinham em silêncio apenas observando a sua estrela, a estrela-guia. Traziam em seus alforges incenso, ouro e mirra para presentear o amado menininho.

Na cena do nascimento, o que se via era um bercinho de palha, deitado o reizinho, todo ele era envolto num mantinho branco e tudo nele irradiava luz, uma luz que não gritava aos olhos, sussurrava paz para nós. Mais acima da cabecinha dele, as nuvens feito um algodãozinho mágico, afofavam as cambalhotas dos anjos, que estavam muito felizes só de ver a criancinha chorar e sorrir, mamar e piscar os olhinhos.

Na cena do nascimento, os pais do menininho não sabiam mais de tão contentes, eles não tinham muito dinheiro e formas folgadas para trazer ao menino tantos confortos, mas olhavam aquele filhinho com tanto carinho e de tudo que era tão pouco nada faltou. (A realeza do menino corria por conta do céu).

Do menino muito se falou: Rei, Bem-aventurado, Messias, Salvador, Filho muito amado, Jesus.

Só que olhando a tudo isso, penso que ainda eu posso levar um presente, ou como um anjo, dar cambalhotas nas nuvens sem me espatifar no chão, mas sei que é no meu coração que o menino do céu quer recostar sua cabeça. Morada definitiva. É ali feita a nossa casa, casa de oração, casa de irmão, casa de amigo, casa do Pai, casa adoçada de confeitos azuis e rosa, onde é eterna a brincadeira e o Natal do nosso Deus.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL!

Pais para o Natal
(Nivea Moraes Marques)


Um menino tinha que nascer,
numa caminha de palha
(onde os bois comem sal).

E os anjos não se cansam de cantar,
eles festejam esse dia tão especial
que conhecemos como Natal.

Para adorar a criança que nascia,
fez chegar na gruta três reis
e os presentes que traziam: ouro, incenso e mirra.

Mas havia algo muito especial naquela cena.
Um jovem casal, que nada tinham e tudo depositavam
no colo daquela criancinha.

Modelo de coragem e virtude, amor e compaixão,
delicadeza, dedicação, sabedoria e obediência.
Não é fácil entender-lhes a motivação.

Mas Deus sabe escrever os seus desígnios no coração do homem.
E para cada palavra, uma lágrima de Maria (de dor e de alegria)
E para cada palavra, o braço firme de José (exemplo e fé)