ESTRELA DAS ÁGUAS BLOG DE LITERATURA INFANTIL

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

MINEIRO DO CAOS


Sale the moon
Nivea Moraes Marques





Para Waly Salomão



Uma arcada de criança
Magnífica e magnetizada
Pelos arabescos de tua
Língua petalada em
Sílabas sem
H
(todos os sons te percebem)
Numa aposta de mel
Recebe o santo
(que desponta
o rabo do chicote)
Excitado nessa festa de dentes,
Tua boca escarrada:
Brasil, Brasil – Meu pandeiro.

Quando árcade criança, eu tramo o teu silêncio
numa arca de ciranda:

Não tenho saudades de nada
Vizinha do sobreposto
Reciclo todos os rostos
E brilho em abandono
Rastro cheio de mundo
faceira em pontas de pé
só me lembro de longe
que você tinha dois olhos
e um coração de rapadura.

Maciço
Seixo
Contralto
Remelexo
Sombra sem sono
Não é um substantivo

Sem nome, a espécie
é dada como anômala
imortal
indecifrável.
amplamente redemoída
em félix,
mineira
do caos,
Sub-urdido.

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