ESTRELA DAS ÁGUAS BLOG DE LITERATURA INFANTIL

terça-feira, 16 de outubro de 2007

MANHÃ, QUANDO INVERNO















pintura de Monet

Moldura
Nivea Moraes Marques

Faze uma daquelas
de que eu era feita

Faze e acaba.

Mistura de um só barro
varanda de todos os meses
eucaliptos redondos
velas derretidas...
E os umbrais sempre a nossa volta

Umbrais estabelecidos e partidos
pelo tempo que já conquistei.








Lume
Nivea Moraes Marques




Faísca eu não me basto.

Rendo-me,
madeira
fogo
e
reta
pra me curvar em teus espaços
lentamente.






Manhã, quando inverno
Nivea Moraes Marques




Busca-me o braço
como se eu estivesse sempre ausente
Segura-me os pés
como se eu sentisse um caminho
(de verdade)
Restringe furor, perturbações
e aquele cansaço repetitivo
Expele em faringes abertas
uma gota
uma gotícula
uma prenda
nossos lugares,
Cadeiras espartanas
na saleta que é espinha.
As notas se soltam
e suntuosas, reprisam
ou repristinam
as nossas manhãs.

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